Embaixador do Brasil na Bélgica lança livro no Rio de Janeiro e Salvador em novembro

Dono de importante lugar de fala na luta contra a discriminação racial e luta por igualdade de direitos, o Diplomata, escritor, tradutor e dramaturgo Silvio Albuquerque vem ao Brasil em novembro laçar seu novo livro: “Cidadanias mutiladas, dignidades restauradas“ será lançado no Rio de Janeiro (21) e em Salvador (26). A obra será lançada pelo selo “Pensamento Negro Contemporâneo” da Editora Telha.
Segundo palavras do próprio autor, “o mundo de hoje voltou a ser habitado por muitos fantasmas do passado. A reemergência de ideologias extremistas, a manipulação do medo e o ódio a mulheres, afrodescendentes, povos indígenas, migrantes e membros da comunidade LGBTQIA+ exigem de todos perseverança na luta por direitos, igualdade e justiça. A profusão crescente de casos de racismo e discriminação racial no Brasil e no mundo nos leva a crer que o racismo jamais poderá ser eliminado, mas precisamos dar um basta nesse paradigma”.
Silvio Albuquerque é o primeiro homem negro a liderar uma representação diplomática brasileira na Europa em um intervalo de um século. Com mais de 3 décadas de diplomacia, Silvio já chefiou a embaixada brasileira no Quênia, foi representante junto às Nações Unidas em Nairóbi além de ter atuado em postos estratégicos como Colômbia, Chile e Canadá. Sua nomeação para Bruxelas foi aprovada pelo Senado em maio, com 44 votos favoráveis.
Sobre o livro:
Em um mundo cada vez mais marcado pela intolerância e pela negação da diversidade, Cidadanias mutiladas, dignidades restauradas é um convite à esperança e à ação. O diplomata, escritor e dramaturgo Silvio José Albuquerque e Silva reúne histórias reais — de pessoas conhecidas e anônimas — que enfrentaram o racismo, a misoginia, a xenofobia e outras formas de exclusão, reagindo com coragem e solidariedade.
Inspirado em Milton Santos, o autor propõe uma reflexão sobre a dignidade humana como fundamento da convivência democrática. Nas palavras da jornalista Flávia Oliveira, trata-se de “um apelo ao que resta de humanidade em nós”.
A obra integra o selo Pensamento Negro Contemporâneo, uma iniciativa conduzida por Richard Santos e Maria do Carmo Rebouças, que valoriza a produção intelectual negra no Brasil e na diáspora, promovendo justiça epistêmica e novas formas de ler a realidade social brasileira.
Mais do que um livro, é um gesto político e afetivo em defesa da igualdade, da empatia e do direito de existir plenamente.
Os lançamentos de “Cidadanias Mutiladas” acontecerão no Mês da Consciência Negra, no dia 20 de novembro, no Rio de Janeiro, na Livraria Leonardo da Vinci, e no dia 26, em Salvador, no Muncab – Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira.






