Autismo e inclusão: construindo pontes para uma sociedade mais justa

A sociedade avança na compreensão de que o autismo é um aspecto da diversidade humana que precisa ser respeitado e valorizado, longe de ser um fator limitante. O protagonismo de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem ganhado cada vez mais visibilidade, impulsionado por iniciativas que buscam promover inclusão e igualdade de oportunidades. Por isso, instituições de apoio e inclusão, como o Instituto Serendipidade, desempenham um papel fundamental ao criar pontes que possibilitam a plena participação dessas pessoas na sociedade, fortalecendo sua representatividade.
O estímulo à empregabilidade, conectando empresas a profissionais autistas e ajudando a desconstruir barreiras no ambiente corporativo é uma das frentes defendidas pela instituição. O Marcos Petry é um exemplo dessa forma de encarar o mercado de trabalho. Parceiro do Serendipidade, ele atua, entre outras profissões, como músico, escritor e palestrante – e como autista, é uma referência quando se fala em conscientização e inclusão de pessoas com TEA. “Já percorremos um bom caminho, mas precisamos avançar mais em termos de reconhecimento das potencialidades do autista. Precisamos de muita motivação e da consciência de que somos indivíduos com muitas capacidades e outras formas de vivenciar o mundo. Essa conscientização precisa estar em todos os meios, em todos os âmbitos, na escola, na família, no consultório do especialista, nos olhares do motorista, do servente, do ajudante, porque quanto mais a sociedade souber, melhor. Nós precisamos que a sociedade abra os olhos, os ouvidos e, principalmente, o coração para essa postura de que o autista pode conseguir o que ele deseja e ele pode surpreender com seus talentos. As pessoas precisam estar abertas a isso”, afirma ele, que também é embaixador do Instituto Serendipidade.
Outro exemplo dessa preocupação com a inserção social de pessoas com deficiência é a coleção de pingentes desenvolvida em parceria com a marca de joias. Life by Vivara, que tem uma peça dedicada às pessoas autistas. “Quando deixamos de associar deficiência à incapacidade, valorizamos o potencial pleno de cada pessoa no ambiente profissional. Olhar para o outro com empatia abre caminhos, promove ações concretas e transforma vidas. E esse é um movimento que fortalece toda a sociedade. Colabs como essa com a Life By Vivara impactam toda cadeira produtiva: consumidores, colaboradores de áreas diversas da marca, família, amigos e, acima de tudo, reforça a representatividade das pessoas com deficiência. Tudo de forma leve e sofisticada”, comenta Henri Zylberstajn, fundador do Instituto Serendipidade. O berloque da Life by Vivara alusivo ao espectro autista é composto por um círculo em prata com o contorno de uma mão vazada, uma pedra incolor e o símbolo de um olho.
Com um olhar inovador e uma abordagem baseada no respeito e na equidade, a inclusão não deve ser um conceito abstrato, mas sim uma prática diária que transforma vidas e amplia possibilidades. “A visibilidade dessas trajetórias inspira outras pessoas com essa condição, além de sensibilizar a população sobre a importância de uma sociedade mais inclusiva e preparada para acolher a neurodiversidade”, comenta Henri.