Foto: Guilherme Fernandes

Inspirado na obra russa “Yolanta”, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, a opereta infantojuvenil “Iolanta – A princesa de vidro” apresenta o mundo sensorial de Iolanta, uma princesa cega. Com direção de Daniel Herz, a peça estreou no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio em janeiro deste ano. Agora, a montagem ganha uma temporada em formato online e gratuita até 3 de abril (sessões aos sábados e domingos, às 16h), no canal do YouTube do Banco do Brasil.

Na trama, ainda bebê, Iolanta perde a visão devido a um acidente e cresce de uma maneira inusitada: sem saber que é cega. O pai superprotetor, rei de Borgonhópoles, esconde de todos a condição da filha e constrói seu mundo de forma que ela nunca descubra que é cega. Ela, então, cresce isolada no meio das montanhas e longe da maldade humana. É uma história sobre a descoberta dos sentidos e sobre o poder de transformação e cura do amor.

O elenco é composto por nove atores-cantores: Caio Passos (Rufino D’Acolá), Chiara Santoro (Martha), Kiko do Valle (Jean D’Além), Leandro Castilho (Sr. Tchaikovsky), Mariah Viamonte (Iolanta D’Aquém), Marino Rocha (Petran D’Aquém), Saulo Vignoli (Almerico), Sofia Viamonte (Laurete) e Tiago Herz (Florian D’Além). Acompanhados pelo músico Pedro Izar, o elenco toca diversos instrumentos em cena, como violão, violino, violoncelo, flauta, flautim, trompete, acordeão e piano.

Na ópera original, a história se passa no século XV, nas montanhas do sul da França. Nesta adaptação, a peça ganha contornos brasileiros, sendo ambientada no período colonial na região da Serra do Órgãos, no Rio de Janeiro.

Os reinos de Borgonhópolis e Provenzópolis foram inspirados nas cidades de Petrópolis e de Teresópolis, respectivamente. O Parnaso é a riquíssima e fértil terra situada entre os dois reinos, disputada pelas famílias reais D’Aquém e D’Além – de onde vêm, respectivamente, os jovens Iolanta e Florian. Em meio às desventuras desta discórdia, os dois acabam se apaixonando.

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