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Até o dia 26 de junho, quem visitar a Casa Cor na charmosa residência Brando Barbosa, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, poderá conferir também as esculturas da artista visual Thelma Innecco, feitas em parceria com a Cimentoria. Com as bases elaboradas por Lucas Vaz e Vívian Nunes, as peças de Innecco foram pensadas nos Orixás de matrizes africanas, escolhidas para representar o diálogo entre terreiro e cidade. Ao todo, sete peças, duas delas nas duas entradas, abrindo para Exú, e as demais em referência à Ogum, Oxóssi, Nanã, Ossain e Xangô.

“Terreiro Urbano”, exposição instalada no Jardim do Chafariz, com o convite do paisagista Ricardo Portilho, se inspira no tema da Casa para esse ano, Infinito Particular, realça a ancestralidade que existe em todas as coisas infinitamente.  “Debaixo do asfalto e da selva de pedra, o que temos é história, barro e coletividade. Ancestralidade é, antes de tudo, resistência. É a perpetuação de signos e rituais que sobrevivem ao caos urbano”, afirma a artista.

Artista visual e galerista da Galeria Modernistas, em Santa Teresa, Thelma Innecco iniciou seus estudos de Cerâmica em 1992, no emblemático ateliê de Maria Teresa Vieira, na Rua da Carioca. Posteriormente, frequentou outros ateliês de cerâmica e muitos cursos de arte no EAV, Parque Lage. Sua obra tem como suporte principal a argila, o barro. Sua expressão artística tem forte narrativa sócio-política, com representatividade na resistência onde reside, a fragilidade. Com muitas exposições coletivas, no Rio de Janeiro, França e Suíça, em 2021 e 2022, realizou através do prêmio da Funarte Artes Visuais, exposições individuais em Belo Horizonte e na Casa França Brasil, onde mais de 4000 pessoas visitaram sua mostra UNS SOBRE OS OUTROS.